Guia do Japão: SIM, dados e como ficar online
Com o que você vai se conectar de verdade
O Japão tem três redes nacionais e o viajante chega a duas delas: KDDI e SoftBank. As duas têm 5G em toda cidade grande e são densas o bastante para você quase nunca perder sinal em Tóquio, Osaka ou Quioto.
A mediana medida no Japão inteiro é de 74 Mbps, a partir de 1.284 sessões de viajantes, e o décimo mais lento dessas sessões ainda alcança 21 Mbps. Esse percentil dez importa mais que a manchete: é o que você tem numa plataforma lotada em Shinjuku às seis da tarde.
O Japão roda 5G standalone além do non standalone, o que é mais raro do que o marketing sugere na maioria dos países. Na prática, o ícone de 5G no seu celular em Tóquio costuma estar dizendo a verdade, em vez de descrever um núcleo 4G com um rádio 5G parafusado em cima.
Quantos dados você precisa
Uma viagem urbana pelo Japão gasta entre 700 MB e 900 MB por dia se você usa mapa o tempo todo, traduz cardápio e posta foto de noite. O wifi dos trens é instável e o dos hotéis costuma ser bom.
O jeito mais seguro é comprar um pouco a menos e recarregar. Uma recarga leva uns dez segundos e, numa carteira cujos gigas não expiram, ficar curto não custa nada. Num bilhete que expira a mesma decisão vira aposta, e é exatamente por isso que bilhetes com validade são vendidos em tamanhos que empurram você a comprar demais.
- Uma semana, focada em cidades: 5 GB
- Duas semanas com bate e volta: 10 GB
- Um mês trabalhando remoto: 20 GB ou uma assinatura
Quanto um dia no Japão custa em dados
| O que você está fazendo | Custo aproximado | Em quinze dias |
|---|---|---|
| Mapa e navegação, duas horas por dia | 10 MB por dia | Cerca de 140 MB |
| Mensagens, e-mail e horário de trem | 10 MB por dia | Cerca de 140 MB |
| Traduzir cardápio e placa pela câmera | 60 MB por dia | Cerca de 840 MB |
| Redes sociais com vídeo automático, uma hora | 300 MB por dia | Cerca de 4,2 GB |
| Uma videochamada para casa, trinta minutos | 200 MB por dia | Cerca de 2,8 GB |
Desligue a reprodução automática de vídeo e os quinze dias ficam perto de 5 GB em vez de 8 GB. Esse único ajuste vale mais que qualquer escolha de plano desta página.
O buraco rural que ninguém comenta
Várias províncias ainda são só 4G, e algumas áreas de montanha em Nagano, Gifu e no norte de Tohoku têm buracos reais. Se a sua viagem inclui trilha, baixe os mapas antes de sair da estação.
As regras de compartilhar conexão também mudam entre as duas redes anfitriãs. A Orbislo diz em qual você está, e isso ninguém mais nessa categoria entrega. Compartilhar conexão vem incluso em todo plano, com a mesma franquia dos seus dados, e a gente não desliga isso na surdina.
No catálogo inteiro, 66 de 145 destinos não têm 5G completo, então o Japão não é estranho por ter um buraco. Ele é estranho pelo tamanho do degrau: a diferença entre uma plataforma em Tóquio e um vale em Nagano é maior que a diferença entre dois países médios.
Receber um código enquanto você está lá
Um eSIM de viagem é só dados. Ele não tem número de telefone, então um SMS do seu banco não tem onde pousar. No Japão isso pega mais gente que na média, porque muitos fluxos de reserva e de ingresso pedem um código.
A solução de graça é deixar o SIM de casa ativo com os dados desligados, para que ligações e mensagens continuem chegando no seu número de sempre enquanto a linha de viagem carrega o resto. A segunda é chamada por wifi, que precisa ser ligada antes de voar. A terceira é o Orbislo Number, um número de verdade na sua conta por $2.99 por mês, com os códigos chegando no app por qualquer conexão.
O que fazer no aeroporto
Nada. Se você instalou antes de voar, os dados já estão vivos enquanto o avião ainda taxia. Se você continua sem conexão no terminal, ligue o modo avião, espere dez segundos e desligue. Isso resolve quase todo caso de chegada.
Se não resolver, a lista abaixo é a que o suporte usa, nessa ordem. Não compre um segundo eSIM num balcão de aeroporto antes de percorrer ela inteira, porque a falha costuma ser uma chavinha no seu próprio celular e não o produto.